sexta-feira, 29 de abril de 2011

Num abrir e fechar de olhos

A vida pode mudar...num abrir e fechar de olhos...
Num minuto é uma coisa, no minuto a seguir está tudo diferente!! Basta um segundo para recebermos um telefonema, basta um segundo para cruzarmos o olhar com alguém, basta um segundo para nos arrepiarmos...um segundo, basta um segundo apenas para fazer a nossa vida andar às cambalhotas...basta fechar os olhos e voltar a abrir...e o mundo já girou um bocadinho...
E às vezes é tão bom sermos surpreendidos por um segundo...

Moonshadow

terça-feira, 26 de abril de 2011

A imagem no espelho...

Há dias assim...em que me sinto resumida a uma imagem bonita no espelho...aquela rapariga que aparece à minha frente bem vestida, penteada, com maquilhagem leve. Aquela imagem irreal de uma menina que se tornou mulher...vistosa...mas tão invisível...

Sinto que todo o mundo vê a imagem do espelho, aquela coisa holográfica com bom aspecto...mas eu, a pessoa, aquela cujo reflexo está ao espelho...essa, só alguns conseguem ver, os que me conhecem há muito tempo, os que sabem ler-me o olhar, aquela meia dúzia de amigos verdadeiros...

E fico cansada...cansada de ser só um reflexo no espelho...de ser só uma bonita imagem e de ninguém conseguir ou querer ver além dela...

Talvez esteja simplesmente num dia mau e esteja a ser injusta...mas na realidade...talvez os meus dias maus se tenham tornado assustadoramente frequentes...e hoje o meu nickname faz todo o sentido...

Moonshadow

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Dispersos...

Alguns dos retalhos que encontrei hoje...textos de 2007 escritos de alma e coração...



16-10-07
Sinto um vazio imenso que me invade. O meu coração bate lento, triste. Penso nos pedaços de ti que apaguei da minha vida. Rascunhos escritos sem pressa, furtivos mas fortes. Pedaços de nós, pedaços das nossas almas e dos nossos corações. Choro amargamente o minuto em que bani os vestígios do que sentimos. Mas sorrio, porque no meu peito ficaram gravadas todas as palavras, todos os silêncios…As recordações não precisam de suporte físico para sobreviverem nesta alma apaixonada. As lembranças ficam para sempre guardadas no coração de quem ama, de quem tanto ama cada momento passado contigo…

19-10-07
Momentos, monumentos cinzentos guardados na memória de um livro de história. Fotografias mentais de lembranças banais trancadas na arca poeirenta da minha memória. Mas todos os monumentos um dia foram vida, todas as lembranças um dia foram presente. E todos os momentos são monumentos vivos lembrados nas noites de insónia. As noites sem dormir, perdidas a pensar no que foi, no que não é e no que poderia ter sido, são ácido que corrói a minha alma e me consome o coração. Tempo perdido a pensar em tempos passados que perdi. Tempos únicos, irrepetíveis e inesquecíveis.

31-10-07
Chove, lentamente, uma chuva calma e triste…leve, quase como neve…as nuvens carregadas anunciam tempestade e um raio atravessa o céu…um trovão cai, queima-me a alma o desgosto de não te ver, chovem no meu rosto lágrimas duras, leves como a chuva lá fora…dói-me não te falar, dói-me não me ouvires…choro a mágoa de sentir que estás longe e saber que mesmo que estivesses ao meu lado não estarias mais perto…sinto-nos fugir, sinto-nos esfriar como neve, leve…gelar no tempo como gela a terra num inverno rigoroso…chove lá fora, chove no meu coração…

05-11-07
Uma sensação estranha…algo que tenho em mim e não sei sequer entender…Tristeza? Nostalgia? Saudade? Talvez tristeza por sentir um coração cada vez mais frio, saudade do calor que já teve e nostalgia dos dias em que o meu coração me aquecia…e por outro lado um calor estranho, febril, um sufoco que não me deixa em paz…dias intranquilos a desejar serenidade…dias loucos a pedir descanso…dias em que lembro o que quero esquecer e dias em que não quero nem pensar…mas penso…em mim, na minha alma agitada que não encontra sossego…e desejo paz…só desejo paz…

Moonshadow

domingo, 17 de abril de 2011

Um Brinde...

26 de Agosto de 2006


Brindemos ao nosso fim sem início...
A mim,
A ti,
A nós,
E àquele pseudo-qualquer-coisa que houve...
A tudo o que sentimos e reprimimos
Por um qualquer golpe de consciência,
Às fugas da verdade que escondemos
E ao desejo que abandonámos...
Ao tudo que existiu e ao nada que somos...
A estas palavras e a todas as que ficam por dizer...
Aos olhares e aos sorrisos,
Aos subterfúgios nas conversas,
Aos mecanismos de estúpida defesa...
A um copo nunca bebido,
A um filme nunca visto,
E àquela sobremesa saborosa nunca partilhada...
Aos beijos que nunca demos
Aos abraços sentidos,
Ao que passámos juntos e ao que renunciámos...
À revolta que sinto,
Ao vazio que me deixas,
Ao orgulho ferido e ao despeito,
Às mentiras que nos dissemos e que nunca sentimos...
Ao que queríamos e não nos concedemos...
Mas acima de tudo ao sentimento,
Mesmo que incorrecto e "ilegal"...

Moonshadow

Pedaços de Saudade

Arrumações...esse momento sempre tão propício a encontrar tudo e mais alguma coisa...

No fundo falso de uma caixa encontrei esses pedaços tão verdadeiros de vida...pedaços de um coração apaixonado...pedaços de uma saudade que soube bem recordar...

Eram folhas soltas cheias de sentimentos, emoções, ilusões e desilusões...prosa, poesia e vida...
Eram desabafos escritos à noite, saídos de dentro de um coração tão dorido como confuso...
Foram pedaços de amor, de um amor nunca declarado, de um sufoco que só suavizou com o tempo...

Foram textos escritos com o coração, alguns de que não me lembrava, outros que nunca esqueci...
Foram textos que me fizeram recordar um sorriso que fui perdendo, um brilho no olhar que se foi apagando...recordei uma tranquilidade imensa que há muito esquecera, um fogo inexplicável...hoje sei...era uma paixão intensa da qual fugi, foi um sentimento que mantive inexplorado por medo ou por pura burrice...uma amizade estragada, um amor nunca assumido...

Bateu forte uma saudade que não esperava...e de repente percebi que foram precisos anos, foi preciso que muita gente entrasse e saísse da minha vida...de repente percebi que estou aos poucos, timidamente, a recuperar um sorriso, um brilho no olhar, uma paz que julguei nunca mais encontrar...

E sim...soube bem reler esses pedaços de saudade!!

Moonshadow

Aquele sorriso

Aquele sorriso que nos aparece sem darmos conta...aquele que nos deixa com ar de tolos...
Aquele sorriso provocado pelas coisas mais simples...aquele que aparece só com uma lembrança doce...

Aquele sorriso que me provocam certos sons...aquele com que fico quando vejo certas imagens...
Aquele sorriso que aparece mesmo quando estou sozinha...aquele que aparece quando não estou...

Aquele sorriso que só alguns têm a capacidade de fazer aparecer na minha cara (poucos, muito poucos mesmo)

Aquele sorriso...para mim...para ti...para vocês...=)

Moonshadow

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Escrever, mostrar, dizer...

Sempre tive dificuldade em exteriorizar aquilo que sinto...para mim é mais fácil escrever sobre as coisas, é algo que sai com naturalidade!!! Só que mesmo o que escrevo, guardo para mim e acaba por ficar desconhecido do mundo...

Mesmo quando mostro o que estou a sentir, faço-o sempre com as pessoas erradas...e com quem devia, fecho a concha e escondo-me...ou então tento demonstrar de forma tão subtil...que ninguém vê nada!!!

Dizer??? Dizer, então, é daquelas coisas que raramente consigo fazer...muitas vezes tenho as palavras na ponta da língua e acabo por não verbalizar nada!!

Sei que posso parecer distante, fria, insensível até...mas na verdade as coisas estão cá dentro em ebulição constante...simplesmente não saem...e não é por serem menos sinceras...na realidade acho que até é por serem sinceras demais...

Sinto tudo de uma forma tão intensa, que tenho medo de abrir a boca e perder algo...e na verdade tenho a impressão de que sempre perdi por falar tarde demais...

Não sei como dar a volta a isto...não sei como fazer para mandar este medo embora...mas sei que me faz mal ficar entupida de emoções...e, no entanto, não consigo evitar de pensar em trinta mil hipóteses antes de conseguir sequer emitir um simples 'ai'...

Continua a ser tão mais simples escrever e guardar o caderno na mesa de cabeceira...simplesmente se nunca sair do caderno pode nunca ser real...

E ainda há quem diga que falo pelos cotovelos...

Moonshadow