Quantas vezes já quisemos escrever uma carta assim na nossa vida? O Boss AC tratou do assunto por cada um de nós, não resisti a partilhar:
A Carta Que Nunca Te Escrevi
Desde o começo, não sei quem és, no fundo não te conheço
Se calhar sou o culpado, se calhar até mereço
Quis confiar em ti mas não deixaste, tu não quiseste
Imagino as coisas que tu nunca me disseste
Ás vezes queria ser mosca e voar por aí, pousar em ti
Ouvir o que nunca ouvi, ver o que nunca vi, nem conheci
Saber se pensas em mim quando não estás comigo
Será que és minha amiga como eu sou teu amigo?
Será que falas mal de mim nas minhas costas?
Há coisas em ti que tu não mostras ou já não gostas?
Quantas vezes te pedi para seres sincera, quem me dera
Imagino tanta coisa enquanto estou á tua espera
Apostei tudo o que tinha saí a perder, sem perceber
Já fui surpreendido porque quem pensei conhecer
Sem confiança a relação não resiste, o amor não existe
Quando mentiste, não fiquei zangado mas triste
A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi
Não peço nada em troca, apenas quero sinceridade
Por mais crua e difícil que seja, venha a verdade
Será que me enganas? Será que chamas a outro o que me chamas?
Será que é verdade quando me dizes que me amas?
Será que alguém te toca em segredo? Será que é medo?
Será que para ti não passo de mais um brinquedo?
Será que exagero? Será que não passa de imaginação?
Será que é o meu nome que tens gravado no coração? Ou não?
Eu sou a merda que vês mas ao menos sabes quem sou
E sabes que tudo o que tenho é tudo aquilo que te dou
Nunca te prometi mais do que podia
Prefiro encarar a realidade a viver na fantasia
A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi
Também te magoei mas nunca foi essa a intenção
E acredita que ver-te infeliz partiu-me o coração
Mas errar é humano e eu dou o braço a torcer
Reconheço os meus erros e que já te fiz sofrer
Porquê que não me olhas nos olhos quando pedes perdão?
Será por saberes que neles vejo o reflexo do teu coração?
E os olhos não mentem quando a boca o faz
E se ainda não me conheces então nunca conhecerás
Serás capaz de fazer o que te peço?
Desculpa-me ser mal educado quando stresso
Assim me expresso, sou frio e praguejo em excesso
Se conseguíssemos dialogar já seria um progresso
A chama enfraquece sinto que está a morrer aos poucos
Porquê que é assim? Será que estamos a ficar loucos?
Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti
Esta é a carta que eu nunca te escrevi.
Beijinhos a todos
Infravermelha
sábado, 14 de julho de 2007
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Oh tempo volta pra trás?!
A vida... a nossa vida... é um assunto tão complexo como simples, é algo tão estranho como banal... a simples questão "e agora, o que faço à minha vida?" surge-nos todos os dias de várias formas.
Por um lado temos as opções simples, escolhas que não mudam o curso da nossa vida de forma significante. Aquelas questões tipo "hoje vou almoçar uma salada ou uma açorda?" (convenhamos que so muda o decurso da nossa vida se um dos pratos nos provocar uma indigestão...).
Mas na "açorda" da nossa vida tomamos opções quase a cada segundo e muitas das vezes são opções tão inconscientes que só sabemos que as tomámos quando arcamos com as consequências. Muitas das vezes são opções tomadas por impulso e são tão insensatas que quando, por fim, pensamos nelas perguntamo-nos "como é que eu fiz aquilo?"... mas também convém perguntarmo-nos "será que estou assim tão arrependido/a?"... surpreendentemente acabamos por concluir que quanto piores são as consequências menos nos arrependemos e mais desejo temos de não ter tomado a opção.
Não, eu não me enganei, o caos da ultima frase está correcto. Há muitas pessoas que só se arrependem do que não fizeram e, no meu ponto de vista, não deixa de ser uma boa teoria. A conversa do "está feito, está feito e pronto" tem lógica, voltar atrás no tempo é impossível, se fosse possível mudávamos muitas opções na nossa vida mas deixava de haver a beleza do impulso, a naturalidade dos actos, a ingenuidade momentânea, a subjectividade... e depois passávamos a viver num mundo calculista, objectivo e descolorido onde cada opção seria repensada à exaustão até chegármos a todos os seus prós e contras e concluirmos qual o melhor caminho a seguir... por um lado evitávamos o compasso de espera por tempo indeterminado numa encruzilhada de opções mas...seria a nossa vida melhor se pudessemos apenas pedir "oh tempo volta pra trás"?
Por um lado temos as opções simples, escolhas que não mudam o curso da nossa vida de forma significante. Aquelas questões tipo "hoje vou almoçar uma salada ou uma açorda?" (convenhamos que so muda o decurso da nossa vida se um dos pratos nos provocar uma indigestão...).
Mas na "açorda" da nossa vida tomamos opções quase a cada segundo e muitas das vezes são opções tão inconscientes que só sabemos que as tomámos quando arcamos com as consequências. Muitas das vezes são opções tomadas por impulso e são tão insensatas que quando, por fim, pensamos nelas perguntamo-nos "como é que eu fiz aquilo?"... mas também convém perguntarmo-nos "será que estou assim tão arrependido/a?"... surpreendentemente acabamos por concluir que quanto piores são as consequências menos nos arrependemos e mais desejo temos de não ter tomado a opção.
Não, eu não me enganei, o caos da ultima frase está correcto. Há muitas pessoas que só se arrependem do que não fizeram e, no meu ponto de vista, não deixa de ser uma boa teoria. A conversa do "está feito, está feito e pronto" tem lógica, voltar atrás no tempo é impossível, se fosse possível mudávamos muitas opções na nossa vida mas deixava de haver a beleza do impulso, a naturalidade dos actos, a ingenuidade momentânea, a subjectividade... e depois passávamos a viver num mundo calculista, objectivo e descolorido onde cada opção seria repensada à exaustão até chegármos a todos os seus prós e contras e concluirmos qual o melhor caminho a seguir... por um lado evitávamos o compasso de espera por tempo indeterminado numa encruzilhada de opções mas...seria a nossa vida melhor se pudessemos apenas pedir "oh tempo volta pra trás"?
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
Chapa 2...
Começo antes de mais por pedir desculpa a todos os sp...sp...sportinguistas que conheço e a todos os que lerem este post, sei que posso ferir sentimentos mais "altos" de quem se diz orgulhosamente leão.
Aos restantes (os orgulhosamente lampiões...) desde já uma enorme saudação benfiquista!
Então não é que na passada sexta-feira o Sporting dominou o jogo e quem marcou os golos em Alvalade foi o Benfica??? Ironias do destino meus caros...o Ricardo Rocha lá se enganou e em vez de defender, pôs-se a atacar e marcou um golão. O Simãozito...bem, esse marcou um golaço de marca e acredito que lhe tenha custado a engolir (um dia talvez o vejam, qual Rui Costa, num anúncio de televisão a relembrar este jogo e a dizer que foi o pior golo da sua vida). Quanto ao Ricardo...esse não engana ninguém, guardião da baliza da casa, coração mais encarnado não poderia existir!!! Se no inicio as assobiadelas foram para o plantel do Benfica...no final os "oles" foram em sentido contrario... e o "glorioso, slb, glorioso, slb" a ouvir-se na casa de banho da 2ª circular...por falar em casa de banho... agora é que percebi porque é que na sexta à noite cheirava mal em Lisboa...houve uns milhares de cidadãos mal dispostos que não puderam ir a casa de banho...
Assim só me resta acabar desejando "a todos um bom Nataaaaaaaal...que seja um bom Nataaaaaaal para todos vós!!!"
Saudações de vermelho e branco...
Infravermelha
Aos restantes (os orgulhosamente lampiões...) desde já uma enorme saudação benfiquista!
Então não é que na passada sexta-feira o Sporting dominou o jogo e quem marcou os golos em Alvalade foi o Benfica??? Ironias do destino meus caros...o Ricardo Rocha lá se enganou e em vez de defender, pôs-se a atacar e marcou um golão. O Simãozito...bem, esse marcou um golaço de marca e acredito que lhe tenha custado a engolir (um dia talvez o vejam, qual Rui Costa, num anúncio de televisão a relembrar este jogo e a dizer que foi o pior golo da sua vida). Quanto ao Ricardo...esse não engana ninguém, guardião da baliza da casa, coração mais encarnado não poderia existir!!! Se no inicio as assobiadelas foram para o plantel do Benfica...no final os "oles" foram em sentido contrario... e o "glorioso, slb, glorioso, slb" a ouvir-se na casa de banho da 2ª circular...por falar em casa de banho... agora é que percebi porque é que na sexta à noite cheirava mal em Lisboa...houve uns milhares de cidadãos mal dispostos que não puderam ir a casa de banho...
Assim só me resta acabar desejando "a todos um bom Nataaaaaaaal...que seja um bom Nataaaaaaal para todos vós!!!"
Saudações de vermelho e branco...
Infravermelha
domingo, 29 de outubro de 2006
Vá, vão lá!
Um breve post , duas breves notas:
Dia 4 de Novembro 22h no Pav. dos Bombeiros Volntários de Campo de Ourique um espectáculo imperdível: Jaimão! O dinheiro dos bilhetes reverte para a ajuda da compra de uma nova ambulancia (e bem que eles precisam!).
Dia 9 de Dezembro na Aula Magna o concerto Acústico de André Sardet...é um sábado (como o de dia 4 de Novembro) por isso não ha desculpas!! Falando a sério, é daqueles concertos que vale bem a pena e quem já ouviu o cd sabe que tenho razão!
Saudações
Infravermelha
Dia 4 de Novembro 22h no Pav. dos Bombeiros Volntários de Campo de Ourique um espectáculo imperdível: Jaimão! O dinheiro dos bilhetes reverte para a ajuda da compra de uma nova ambulancia (e bem que eles precisam!).
Dia 9 de Dezembro na Aula Magna o concerto Acústico de André Sardet...é um sábado (como o de dia 4 de Novembro) por isso não ha desculpas!! Falando a sério, é daqueles concertos que vale bem a pena e quem já ouviu o cd sabe que tenho razão!
Saudações
Infravermelha
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Mais algumas...made in Fernando Pessoa
Ou melhor... made in Bernardo Soares...
"Por vezes amolece-se-me a alma, e então os promenores sem forma da vida quotidiana bóiam-se-me à superfìcie da consciência"
"...ser a página de um livro, a madeixa de um cabelo solto, o oscilar da trepadeira ao pé da janela entreaberta, os passos sem importância no cascalho fino da curva, o último fumo alto da aldeia que adormece, o esquecimento do chicote do carroceiro à beira mautina do caminho..."
"Passo tempos, passo silêncios, mundos sim forma passam por mim."
"Não me choca a interrupção dos meus sonhos: de tão suaves que são, continuo sonhando-os por detrás de falar, escrever, responder, conversar até."
"Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade."
"Passar dos fantasmas da fé para os espectros da razão é somente ser mudado de cela."
"Encontrar a personalidade na perda dela - a mesma fé abona esse sentido de destino."
"Há momentos em que cada promenor do vulgar me interessa na sua existência própria, e eu tenho por tudo a afeição de saber ler tudo claramente."
"Estranho quanto fui e que vejo que afinal não sou."
"A presença de outra pessoa descaminha-me os pensamentos; sonho a sua presença com uma distracção especial, que toda a minha atenção analítica não consegue definir."
Há mais umas quantas mas ficam para depois...
Poéticamente me despeço...
"Por vezes amolece-se-me a alma, e então os promenores sem forma da vida quotidiana bóiam-se-me à superfìcie da consciência"
"...ser a página de um livro, a madeixa de um cabelo solto, o oscilar da trepadeira ao pé da janela entreaberta, os passos sem importância no cascalho fino da curva, o último fumo alto da aldeia que adormece, o esquecimento do chicote do carroceiro à beira mautina do caminho..."
"Passo tempos, passo silêncios, mundos sim forma passam por mim."
"Não me choca a interrupção dos meus sonhos: de tão suaves que são, continuo sonhando-os por detrás de falar, escrever, responder, conversar até."
"Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade."
"Passar dos fantasmas da fé para os espectros da razão é somente ser mudado de cela."
"Encontrar a personalidade na perda dela - a mesma fé abona esse sentido de destino."
"Há momentos em que cada promenor do vulgar me interessa na sua existência própria, e eu tenho por tudo a afeição de saber ler tudo claramente."
"Estranho quanto fui e que vejo que afinal não sou."
"A presença de outra pessoa descaminha-me os pensamentos; sonho a sua presença com uma distracção especial, que toda a minha atenção analítica não consegue definir."
Há mais umas quantas mas ficam para depois...
Poéticamente me despeço...
Algo do estilo...desabafo...
Hoje escrevo só por escrever... nenhum tema em especial, nenhum assunto de interesse... apenas um desabafo...
Há dias assim...inexplicavelmente sentimo-nos bem e mal ao mesmo tempo... corre-nos tudo bem e corre-nos tudo mal... e gera-se a confusão em nós... É assim que me sinto hoje, bem e ao mesmo tempo mal...contente e em pânico, confusa, estranhamente ansiosa por qualquer coisa que está para vir e que eu não sei o que é nem quando chega...incrivelmente sei que está para chegar...pronto...
Sim sinto-me uma parva aqui a escrever sobre algo que nem descobri bem o que é...mas pelo menos digo, escrevo...como Fernando Pessoa encarnando Bernardo Soares num tal Livro do Desassossego...por falar neste...ando embrenhada na leitura do mesmo e acreditem ou não tenho-me identificado muito com o que tenho lido...
E enfim...já que falamos de identidades...a identificação de uma pessoa com livros e musicas é incivelmente dependente do estado de espirito da alminha... fantástico como num dia me identifico com a rebeldia de I'm a bitch I'm a lover de Meredith Brooks e no dia a seguir com a doce mágoa de The closest thing to crazy de Katie Melua e de Goodbye my lover de James Blunt...ou até mesmo com a irónica Pura imperfeição ou os românticos Foi Feitiço e Quando eu te falei em amor de André Sardet...a verdade é que nesta fase da minha vida, por qualquer razão, me identifico com todas estas musicas e com muitas outras...incontável, o numero de vezes que as ouço, umas a seguir às outras...o que me consome saber a letra de cor e senti-la como parte da minha vida, sentir que falam de mim...como num duro Killing me softly... "Strumming my pain with his fingers singing my life with his words..." sinto-me transparente perante pessoas que nunca me conheceram e que até escreveram a minha vida antes mesmo de ela acontecer... estranho... é como se a minha vida estivesse a ser feita ao ritmo da musica...
musicalmente...despeço-me desta dissertação sem sentido nem lógica...
Há dias assim...inexplicavelmente sentimo-nos bem e mal ao mesmo tempo... corre-nos tudo bem e corre-nos tudo mal... e gera-se a confusão em nós... É assim que me sinto hoje, bem e ao mesmo tempo mal...contente e em pânico, confusa, estranhamente ansiosa por qualquer coisa que está para vir e que eu não sei o que é nem quando chega...incrivelmente sei que está para chegar...pronto...
Sim sinto-me uma parva aqui a escrever sobre algo que nem descobri bem o que é...mas pelo menos digo, escrevo...como Fernando Pessoa encarnando Bernardo Soares num tal Livro do Desassossego...por falar neste...ando embrenhada na leitura do mesmo e acreditem ou não tenho-me identificado muito com o que tenho lido...
E enfim...já que falamos de identidades...a identificação de uma pessoa com livros e musicas é incivelmente dependente do estado de espirito da alminha... fantástico como num dia me identifico com a rebeldia de I'm a bitch I'm a lover de Meredith Brooks e no dia a seguir com a doce mágoa de The closest thing to crazy de Katie Melua e de Goodbye my lover de James Blunt...ou até mesmo com a irónica Pura imperfeição ou os românticos Foi Feitiço e Quando eu te falei em amor de André Sardet...a verdade é que nesta fase da minha vida, por qualquer razão, me identifico com todas estas musicas e com muitas outras...incontável, o numero de vezes que as ouço, umas a seguir às outras...o que me consome saber a letra de cor e senti-la como parte da minha vida, sentir que falam de mim...como num duro Killing me softly... "Strumming my pain with his fingers singing my life with his words..." sinto-me transparente perante pessoas que nunca me conheceram e que até escreveram a minha vida antes mesmo de ela acontecer... estranho... é como se a minha vida estivesse a ser feita ao ritmo da musica...
musicalmente...despeço-me desta dissertação sem sentido nem lógica...
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Algumas frases para pensar
Aqui ficam algumas das frases que me têm marcado durante a leitura do Livro do Desassossego de Bernardo Soares, heterónimo de Fernando Pessoa...
"A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia."
"Não tomando nada a sério, nem considerando que nos fosse dada, por certa, outra realidade que não as nossas sensações, nelas nos abrigamos, e a elas exploramos como a grandes países desconhecidos."
"Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que não o pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda."
"Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei."
"Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior."
"(...) tudo isso se tornou parte da minha vida; não poderia deixar tudo isso sem chorar, sem compreender que, por mau que me parecesse, era parte de mim que ficava com eles todos, que o separar-me deles era uma metade e semelhança da morte."
"Tenho fome da extensão do tempo, e quero ser eu sem condições."
"São horas talvez de eu fazer o único esforço de eu olhar para a minha vida. Vejo-me no meio de um deserto imenso. Digo que ontem literariamente fui, procuro explicar a mim próprio como cheguei aqui."
"Arranco do pescoço uma mão que me sufoca. Vejo que na mão, com que a essa arranquei, me veio preso um laço que me caiu no pescoço com o gesto de libertação. Afasto, com cuidado, o laço, e é com as próprias mãos que me quase estrangulo."
"O único modo de estarmos de acordo com a vida é estarmos em desacordo com nós próprios."
"Talhar um caminho na vida, e em seguida agir contrariamente a seguir por esse caminho."
"Dar a cada emoção uma personalidade, a cada estado de alma uma alma."
"Um hálito de musica ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar."
"Era a ocasião de estar alegre. Mas pesava-me qualquer coisa, uma ânsia desconhecida, um desejo sem definição, nem até reles. Tardava-me, talvez, a sensação de estar vivo."
"Sou todas essas coisas, embora não o queira, no fundo confuso da minha sensibilidde fatal."
...e digam-me lá que nunca sentiram nada disto... faz pensar não faz??
Saudações poéticas
Infravermelha
"A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia."
"Não tomando nada a sério, nem considerando que nos fosse dada, por certa, outra realidade que não as nossas sensações, nelas nos abrigamos, e a elas exploramos como a grandes países desconhecidos."
"Mas imperfeito é tudo, nem há poente tão belo que não o pudesse ser mais, ou brisa leve que nos dê sono que não pudesse dar-nos um sono mais calmo ainda."
"Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei."
"Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior."
"(...) tudo isso se tornou parte da minha vida; não poderia deixar tudo isso sem chorar, sem compreender que, por mau que me parecesse, era parte de mim que ficava com eles todos, que o separar-me deles era uma metade e semelhança da morte."
"Tenho fome da extensão do tempo, e quero ser eu sem condições."
"São horas talvez de eu fazer o único esforço de eu olhar para a minha vida. Vejo-me no meio de um deserto imenso. Digo que ontem literariamente fui, procuro explicar a mim próprio como cheguei aqui."
"Arranco do pescoço uma mão que me sufoca. Vejo que na mão, com que a essa arranquei, me veio preso um laço que me caiu no pescoço com o gesto de libertação. Afasto, com cuidado, o laço, e é com as próprias mãos que me quase estrangulo."
"O único modo de estarmos de acordo com a vida é estarmos em desacordo com nós próprios."
"Talhar um caminho na vida, e em seguida agir contrariamente a seguir por esse caminho."
"Dar a cada emoção uma personalidade, a cada estado de alma uma alma."
"Um hálito de musica ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar."
"Era a ocasião de estar alegre. Mas pesava-me qualquer coisa, uma ânsia desconhecida, um desejo sem definição, nem até reles. Tardava-me, talvez, a sensação de estar vivo."
"Sou todas essas coisas, embora não o queira, no fundo confuso da minha sensibilidde fatal."
...e digam-me lá que nunca sentiram nada disto... faz pensar não faz??
Saudações poéticas
Infravermelha