segunda-feira, 8 de março de 2010

Tuas Mãos

Nas tuas mãos de veludo entrego meu corpo.
Nas tuas mãos de seda me deixo abraçar.

Com tuas mãos ásperas feres a minha pele de falsas carícias.
Com tuas mãos, lâminas, cortas o meu coração.

Nas tuas mãos, tentações, deixo-me ficar,
Adormecida na seda do teu toque.

Nas tuas mãos, gélidas, deixo tremer o meu corpo,
Em tuas mãos tomaste a minha alma, invadiste com tuas mãos a minha vida...

Nas tuas mãos estou, em tuas mãos me entrego, com as tuas mãos me perco...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Quadro

Pintar a vida com um pincel feito de palavras...

Palavras ásperas, escuras, ácidas...
Palavras doces, coloridas, suaves...

Pintas a minha vida com largas pinceladas de palavras.
Palavras ditas à toa e sem sentido...

Palavras, simplesmente palavras...

Palavras nunca chegam...pintam a vida mas não pintam a alma...
Não reproduzem as cores do sentimento...

Pinceladas secas de palavras...num quadro inacabado de vida...
De uma vida em suspenso que aguarda novas palavras para poder pintar o coração...

Moonshadow

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Dias sem sentido

Sem ti...tão perto e tão longe...
Perto do coração...longe da vista...e a uma distância tão curta...

Sem ti...perto, mesmo ao meu lado...e tão distante...

E quando as palavras ferem como balas perdidas...e quando os olhares magoam como agulhas que se espetam na carne...

E quando tudo deixa de fazer sentido...porque um dia, em qualquer momento perdido no tempo...tudo fez sentido...

Tudo foi sentido...tudo é sentido...

E eu tão só, sem forças e sem nenhum escudo protector...no meio de um fogo cruzado de palavras olhares e sentimentos sem sentido...

Sinto-me ferida, magoada, perdida...

Moonshadow

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Do fundo da alma...

Do fundo da alma a revolta.
Do fundo da alma o sentimento.
Do fundo de mim a vontade de chorar.

Do fim do mundo uma luz...
Do fim do mundo a treva...

Do fundo da alma a dor.
Do fundo da alma a vontade de gritar.
Do fundo da alma o descontrolo.

Do fim do mundo, do fim da luz...
Do fim de tudo...
A vontade de estar só...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Um olhar...

Um olhar vale mais que mil palavras...

Se o meu olhar falasse seria um livro aberto...se com um olhar falasses, abrias em mim a Caixa de Pandora.

Se com o meu olhar pudesse falar ao coração, seria um mar de riso e choro.
Um olhar...um olhar apenas...digo tudo, digo mais do que podes ler, falo mais do que a minha boca pode dizer...

Com um olhar apenas, tranquilo e suave como veludo, dizes-me mais do que pensas, falas-me mais do que queres...

Com um olhar apenas eu sei...com um olhar apenas tu sabes...

Com um olhar...um simples e sincero olhar de cumplicidade...uma cascata de sensações...

Moonshadow

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Num sonho...

Após algum tempo desinspirado...

Num Sonho...

Num sonho meu, eu e tu somos 'nós'.
Num sonho meu, nós somos apenas um.
Num sonho meu tu, eu...nós, um só,
Voamos com as asas do desejo e chegamos ao céu.

Num sonho meu, com os pés em nuvens leves,
No céu estrelado tocamos a Lua com as nossas mãos.

Num sonho meu, tu e eu no céu de estrelas, lua e nuvens leves,
Somos livres.
Num sonho meu, na nossa noite, no nosso mundo,
Chegará o nosso dia por fim,
E a Lua e as estrelas serão testemunhas serenas da nossa paixão.

Moonshadow

domingo, 4 de outubro de 2009

Tricot...

Fazer malha é um hábito que muitas senhoras têm...fazer malha e ir conversando com a companhia ao lado é o hábito que acompanha...daí que, aos momentos de cusquice mais profundos se chame "fazer tricot"...

Fazer tricot não é particularmente dificil (estou a lembrar-me daquele cachecol...) e cuscar na vida alheia também não.

Eu diria mesmo que a facilidade com que nos achamos no direito de metermos o chamado 'bedelho' onde nao devemos é...assustadora...

Malhinha sim, malhinha não, 'ah, sabes que o x se zangou com o y?'
Malhinha não, malhinha sim, 'ah, sabes que o y fez uma coisa muito feia?'
Malhinha foge...ups...e de repente já lá vai uma manta de retalhos alheios colorida com a cor da vida dos outros...

E de que vivem as 'tricoteiras'? Desses retalhinhos coloridos e brilhantes de vida, desses pedaços de privacidade...dessas meadas intermináveis de conversa...
De que servem as mantinhas? Para que toda a gente as veja, enroladas, com retalhos soltos e linhas trocadas...

Aquele cachecol...continua há meses na mesma, não tem mais de dez centímetros de lã preta...

Ao menos não o quis colorir com outros retalhos inúteis...

Moonshadow