quinta-feira, 25 de junho de 2009

Guitarra...

A minha paixão por música faz com que ouça cada faixa da minha playlist com especial entusiasmo...mas para mim...não há nada como o som de uma guitarra...

O choro da guitarra portuguesa é, talvez, das coisas que mais me emociona...

A leveza e bailado de uma guitarra clássica são absolutamente deliciosos...

O rugido felino de uma guitarra eléctrica é...electrizante...uma guitarra eléctrica bem tocada enche-me a alma...parece que sou inundada por um espírito rebelde, mas muito puro...é como se extravasasse todo o sentimento naquele som...magnético...talvez por isso "a minha praia" seja o rock...Classic Rock, Heavy Metal, etc...sem margem para dúvidas, é o que me faz sentir mais completa e faz-me vibrar incondicionalmente...

Mas o que de facto me impressiona é a agilidade de um senhor...perdão...de um SENHOR que, se tivesse um título de nobreza, seria "rei da loucura e duque das guitarras"...

Mike Oldfield é, sem dúvida, um dos músicos que mais admiro...todos os génios têm a sua dose de loucura mas este tem duas doses...
O homem faz uma guitarra cantar, faz uma guitarra soar como uma flauta de pan...o homem faz o que quer com uma guitarra...e o melhor é que o faz com uma agilidade e mestria arrepiantes...
Aqueles fabulosos Tubular Bells (I, II e II) deixaram-me assombrada...só vendo o filme do concerto é que se tem a noção de que 98% daquilo é pura guitarra...e pura paixão...

Sem distinções...não há nada como uma guitarra nas mãos certas para me fazer..."aquela" comichãozinha...

É caso para dizer...silêncio, que se vai tocar guitarra!

sábado, 20 de junho de 2009

Não é tão bom???

Não é tão bom sermos agradávelmente surpreendidos???

Tive algumas surpresas esta semana...felizmente as agradáveis compensaram as outras...

Gostei de ser surpreendida...

Moonshadow

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Livro...uma inspiração nocturna...

Uma destas noites...porque é sempre à noite que as ideias nascem...agarrei no meu telemóvel e abri o bloco de notas...escrevi...ocupei 4 notas...(maravilhoso mundo tecnológico...)

Eis a 'criação', pouco poética na forma...mas com a poesia do sentimento...

"Fiel Amigo

O tempo traz sabedoria, o pó conserva-a...
Quanto mais velho melhor...dizem alguns entendidos...
Mas as novidades também trazem agradáveis surpresas...

Gosto de dar uso aos cinco sentidos, no ritual de degustação...
Um Livro...
O toque áspero das páginas amareladas, ou o deslizar de uma impressão recente...
O cheiro a tinta, ou o cheiro a tempo...o som de folhear...
O sabor de uma boa história...uma estante apinhada...

Gosto de folhear as páginas quase ressequidas de um Livro antigo...
Gosto de lhe sentir o cheiro do uso...
Gosto de desobrir novas linhas e de saborear as palavras...

Acima de tudo, gosto do que um Livro me dá...
Daquele bocadinho e saber que me deixa sempre que o fecho...

Gosto de pensar que enquanto houver Livros vai sempre haver algo por aprender...

Um Livro é como um bom vinho, deve ser bem saboreado...
Um Livro é como um amante, deve ser acarinhado...
Um Livro é como um amigo, deve ser preservado...
Um Livro é como um tesouro, deve ser contemplado com respeito...

Afinal...quantos amigos podemos ter que nos ensinem, emocionem, comovam, apaixonem, entusiasmem...

E que se entreguem nas nossas mãos para serem descobertos a cada página virada...

O Livro é, talvez, o nosso mais fiel amigo..."

Moonshadow

sábado, 6 de junho de 2009

Só mais um dia...

Mais um Sábado...um novo inicio de semana depois das gloriosas e merecidas FOLGAS...

E devia estar a trabalhar...mas numa pequena pausa lá me escapei para escrever...

Tenho estado a pensar...não sei quando é que volto a ter folgas...só sei que tenho uma semana (ou mais) de trabalho alucinante e alucinado pela frente...e de repente apeteceu-me fugir...simplesmente estalar os dedos e ir directa para uma qualquer ilha paradisiaca, de caipirinha na mão, dentro de uma qualquer piscina de água aquecida num hotel daqueles com os quartos por cima do mar com o chão em acrilico...que bom...

Mas voltando à terra, estou sentada na minha cadeira, enfiada na regie...não me vou queixar...adoro o que estou a fazer...mas os Sábados para mim são como qualquer segunda feira para muita gente...o inicio de mais uma semana de trabalho...

Mas isto faz-me pensar noutra coisa...o ser humano é realmente inconstante...se estamos de férias muito tempo já estamos cansados de não fazer nada...se estamos a trabalhar...começamos logo chorar por mais férias...

E assim passamos a vida, a pensar no que não temos e a esquecer que podemos aproveitar o que temos de facto...porque não tornar os nossos dias de trabalho em dias alegres...experimentar chegar todos os dias com um sorriso, meter conversa com o colega do lado...fazer uma ou outra brincadeira...Porque não tentar encontrar um pequeno prazer escondido no nosso trabalho??? Para finalmente dizermos "afinal até faço alguma coisa de interessante"...E tentar esquecer que não vou ter folgas na proxima semana...e tentar esquecer que sou estagiária e que o meu esforço não é monetáriamente recompensado...

E aproveitar para conhecer pessoas novas...e tentar chegar a casa e aproveitar a noite...aproveitar para reflectir, para escrever...para ficar somente imóvel a olhar para a parede do meu quarto...

Carpe Diem...

Infrvermelha/Moonshadow

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Só porque sim...

Hoje escrevo só porque sim...

Já há muito que não escrevo, tenho saudades...

Tenho muitas emoções dentro de mim...estou profundamente feliz com o meu trabalho...mas cansada (viva a folga!!!)...estou feliz porque o meu trabalho já me proporcionou momentos únicos e já conheci pessoas fabulosas (algumas que nunca sonhei vir a conhecer) . Estou feliz porque estou a criar amizades com algumas dessas pessoas fabulosas...(gosto mt mt das minhas colegas lindas!!!)...

Mas também estou triste...porque me sinto sozinha, apesar de não estar...porque já não tenho tempo para mim há miuto tempo...porque o tempo livre que tenho é passado a ganhar bolor em casa...

Estou desiludida...porque infelizmente as pessoas podem enganar...porque pensamos que as conhecemos e...enfim...ando há anos a ter desilusões (havia quem lhes chamasse 'amigos'...)

Estou furiosa...porque detesto que se metam na minha privacidade...e porque odeio mentiras...e porque os boatos me irritam e me deixam insegura...

Mas no fundo sou cada vez mais 'eu' de novo...esta cabecinha caótica, feliz, triste, insegura...sou cada vez mais a pessoa que fui, e que foi fugindo de mim...

Mas tenho sobretudo saudades de aproveitar a noite como sempre gostei...saudades de um bom livro, de um bom filme...saudades do meu caderno onde escrevia horas sem fim...saudades de ter tempo para ficar acordada até tarde só com a luz fraquinha daquela lâmpada pequenina...tenho saudades do meu insenso de morango e das minhas velas acesas...de ficar imóvel a olhar para as chamas ao som de uma qualquer música 'metal' que me limpasse a cabeça...

E já sinto falta de um daqueles assuntos que me revoltem e que me façam voltar a criticar saudavelmente alguma coisa...

E escrevi só porque sim...só porque tinha saudades de escrever...

Simplesmente eu...
Infravermelha...Moonshadow

sábado, 14 de julho de 2007

A carta que nunca conseguimos escrever...

Quantas vezes já quisemos escrever uma carta assim na nossa vida? O Boss AC tratou do assunto por cada um de nós, não resisti a partilhar:

A Carta Que Nunca Te Escrevi

Desde o começo, não sei quem és, no fundo não te conheço
Se calhar sou o culpado, se calhar até mereço
Quis confiar em ti mas não deixaste, tu não quiseste
Imagino as coisas que tu nunca me disseste
Ás vezes queria ser mosca e voar por aí, pousar em ti
Ouvir o que nunca ouvi, ver o que nunca vi, nem conheci
Saber se pensas em mim quando não estás comigo
Será que és minha amiga como eu sou teu amigo?
Será que falas mal de mim nas minhas costas?
Há coisas em ti que tu não mostras ou já não gostas?
Quantas vezes te pedi para seres sincera, quem me dera
Imagino tanta coisa enquanto estou á tua espera
Apostei tudo o que tinha saí a perder, sem perceber
Já fui surpreendido porque quem pensei conhecer
Sem confiança a relação não resiste, o amor não existe
Quando mentiste, não fiquei zangado mas triste

A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi

Não peço nada em troca, apenas quero sinceridade
Por mais crua e difícil que seja, venha a verdade
Será que me enganas? Será que chamas a outro o que me chamas?
Será que é verdade quando me dizes que me amas?
Será que alguém te toca em segredo? Será que é medo?
Será que para ti não passo de mais um brinquedo?
Será que exagero? Será que não passa de imaginação?
Será que é o meu nome que tens gravado no coração? Ou não?
Eu sou a merda que vês mas ao menos sabes quem sou
E sabes que tudo o que tenho é tudo aquilo que te dou
Nunca te prometi mais do que podia
Prefiro encarar a realidade a viver na fantasia

A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi

Também te magoei mas nunca foi essa a intenção
E acredita que ver-te infeliz partiu-me o coração
Mas errar é humano e eu dou o braço a torcer
Reconheço os meus erros e que já te fiz sofrer
Porquê que não me olhas nos olhos quando pedes perdão?
Será por saberes que neles vejo o reflexo do teu coração?
E os olhos não mentem quando a boca o faz
E se ainda não me conheces então nunca conhecerás
Serás capaz de fazer o que te peço?
Desculpa-me ser mal educado quando stresso
Assim me expresso, sou frio e praguejo em excesso
Se conseguíssemos dialogar já seria um progresso
A chama enfraquece sinto que está a morrer aos poucos
Porquê que é assim? Será que estamos a ficar loucos?
Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti
Esta é a carta que eu nunca te escrevi.

Beijinhos a todos
Infravermelha

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Oh tempo volta pra trás?!

A vida... a nossa vida... é um assunto tão complexo como simples, é algo tão estranho como banal... a simples questão "e agora, o que faço à minha vida?" surge-nos todos os dias de várias formas.

Por um lado temos as opções simples, escolhas que não mudam o curso da nossa vida de forma significante. Aquelas questões tipo "hoje vou almoçar uma salada ou uma açorda?" (convenhamos que so muda o decurso da nossa vida se um dos pratos nos provocar uma indigestão...).

Mas na "açorda" da nossa vida tomamos opções quase a cada segundo e muitas das vezes são opções tão inconscientes que só sabemos que as tomámos quando arcamos com as consequências. Muitas das vezes são opções tomadas por impulso e são tão insensatas que quando, por fim, pensamos nelas perguntamo-nos "como é que eu fiz aquilo?"... mas também convém perguntarmo-nos "será que estou assim tão arrependido/a?"... surpreendentemente acabamos por concluir que quanto piores são as consequências menos nos arrependemos e mais desejo temos de não ter tomado a opção.
Não, eu não me enganei, o caos da ultima frase está correcto. Há muitas pessoas que só se arrependem do que não fizeram e, no meu ponto de vista, não deixa de ser uma boa teoria. A conversa do "está feito, está feito e pronto" tem lógica, voltar atrás no tempo é impossível, se fosse possível mudávamos muitas opções na nossa vida mas deixava de haver a beleza do impulso, a naturalidade dos actos, a ingenuidade momentânea, a subjectividade... e depois passávamos a viver num mundo calculista, objectivo e descolorido onde cada opção seria repensada à exaustão até chegármos a todos os seus prós e contras e concluirmos qual o melhor caminho a seguir... por um lado evitávamos o compasso de espera por tempo indeterminado numa encruzilhada de opções mas...seria a nossa vida melhor se pudessemos apenas pedir "oh tempo volta pra trás"?